"Fantasmas", "Espíritos" e Suas "Aparições"

Num escrito (encaminhado aos responsáveis pelo Mentes Bereanas) destinado a defender o conceito da “imortalidade da alma” apareceu o seguinte trecho:

Que os cristãos do primeiro século tinham um conceito semelhante à crença da maioria dos cristãos de hoje [a saber, que a “alma” ou o “espírito” continuam ativos e conscientes depois da morte do homem] pode ser percebido até em versículos que não foram escritos com o intuito de esclarecer esse ponto. Por exemplo, quando Jesus Cristo andou sobre as águas, durante uma tempestade, e seus discípulos viram aquela figura humana se aproximando, eles reagiram da seguinte maneira:

 “E os discípulos, vendo-o andando sobre o mar, assustaram-se, dizendo: ‘É um fantasma! E gritaram com medo”. – Mateus 14:26, Almeida.

A TNM, ao invés de traduzir por "fantasma", traduz por "aparição", talvez para amenizar o sentido da palavra, que em grego é justamente phantasma, semelhante ao termo em português. Todos sabem que o sentido que as pessoas dão ao vocábulo “fantasma” é de alguém que voltou do mundo dos mortos.

O mesmo aconteceu quando o ressuscitado Jesus apareceu repentinamente para seus discípulos. Sobre esse episódio, a Bíblia diz:

“Mas, visto que estavam apavorados e tinham ficado amedrontados, imaginavam ver um espírito”. – Lucas 24:37.

 

COMENTÁRIO:

Ensinos bíblicos claros ou conceitos populares?

Na realidade, a essência do argumento apresentado acima é um raciocínio circular. A palavra dita numa exclamação que os discípulos de Cristo fizeram (“É um fantasma!”) no incidente no Mar da Galiléia foi “promovida” à categoria de um conceito dos “cristãos do primeiro século”, bem como da “maioria dos cristãos de hoje”. Que conceito? O de que “fantasma” é “alguém que voltou do mundo dos mortos”. Com que base? No fato de que “todos sabem que o sentido que as pessoas dão ao vocábulo 'fantasma'” é esse!

É claro que o sentido que se dá comumente à palavra “fantasma” é esse, até mesmo entre grande número de pessoas associadas com muitas igrejas cristãs. Contudo, insinuar que, pelo fato de essa palavra constar em um ou dois versículos bíblicos e seu sentido popular ser este comprova que “os cristãos do primeiro século” também tinham um conceito assim (outra maneira de dizer que “a Bíblia ensina” isso) é que já não está nada claro! Qualquer um pode fazer esta afirmação, mas ela não passa disso: uma afirmação. Apesar da completa falta de evidência dessa premissa, porém, ela é o ponto de partida da argumentação acima, daí a razão de isso poder ser apropriadamente classificado como um “raciocínio circular”.

Se ‘opiniões populares’ (“o sentido que as pessoas dão”) fossem a chave para se entender termos que constam na Bíblia, então todo cristão deveria obrigatoriamente aceitar ideias tais como as seguintes:

─ que alma é a ‘parte imaterial do homem que permanece viva após a morte do corpo físico’;

─ que hades (ou inferno) é o ‘lugar onde os maus são castigados eternamente por Deus’;

─ que a menção a “Pai, Filho e Espírito Santo” significa que Deus é uma “Trindade”;

─ que o incentivo à ordem ou arranjo significa que todos devem estar numa “igreja organizada”;

─ que bispo ou diácono são os “líderes” ou “governantes” das congregações;

─ etc.

‘Todo mundo sabe’ que as ideias acima constituem o “sentido que as pessoas dão” a cada uma dessas coisas, assim como é igualmente verdade que elas constituem “a crença da maioria dos cristãos de hoje”. Todavia, será que, com base nestes fatos óbvios, podemos afirmar taxativamente que é assim mesmo que os apóstolos de Cristo e os primitivos cristãos entendiam cada um desses termos grifados?1 Qualquer estudo sério e imparcial mostrará que não! A evidência para cada uma dessas afirmações está completamente ausente na informação suprida nas Escrituras, em si. Não só a Bíblia não declara (nem mesmo implicitamente) nada disso, como também é possível contestar fortemente cada uma das frases acima com base bíblica. O mesmo é verdade no caso das palavras “fantasma” ou “espírito”. Qualquer um pode citar versículos bíblicos onde elas aparecem e dar às palavras o sentido que quiser. Mas, apresentar algum versículo que estabeleça (ou mesmo sugira) esta definição que foi apresentada (“alguém que voltou do mundo dos mortos”) é uma história muito diferente!2

O que revela a comparação de versões?

No escrito acima foi mencionada a Tradução do Novo Mundo (a Bíblia oficial das Testemunhas de Jeová) e criticou-se a maneira como ela traduz um dos termos. Sendo assim, vale a pena verificar como esses termos que aparecem nos dois versículos em discussão (Mateus 14:26 e Lucas 24:37) foram traduzidos em outras versões:

Mateus 14:26
Lucas 24:37

fantasma”: ACR, NTLH, NVI, BJ, THO, CBC, BMD, TEB, ABV, MH, EP, ASV, CEB, CJB, ESV, GW, GNT, HNV, CSB, LEB, NAS, NCV, NIRV, NIV, NKJV, NLT, NRS, RSV, MSG, TNIV, WEB e WYC

espírito”: BBE, KJV, WBT, TMB, TYN e WNT

aparição”: RHE, ED, Dy, DBY, Kx, MR e YLT

fantasma”: NTLH, BMD, CEB, CJB, GW, GNT, CSB, LEB, NCV, NIRV, NIV, NLT, NRS, MSG e TNIV

espírito”: ACR, NVI, BJ, THO, CBC, TEB, ABV, MH, EP, ASV, BBE, RHE, ESV, HNV, KJV, NAS, NKJV, RSV, DBY, WBT, TMB, TYN, WNT, WEB, WYC e YLT

O escrito que está sendo comentado chamou atenção para a semelhança entre o termo em português (fantasma) e o termo original em grego (φάντασμα, phantasma). Este fato, em si mesmo, nada diz quanto ao sentido do termo, nem prova coisa alguma em favor da “imortalidade inerente da alma”. O que explica a semelhança é que a palavra foi simplesmente transliterada do grego para o latim (que é a base principal para vários idiomas modernos, incluindo o português). Ainda que essa semelhança se verificasse também em outros idiomas (o que não é o caso), o quadro mostra que não houve unanimidade nem mesmo nesse procedimento de transliteração, já que vários tradutores optaram livremente pelas palavras “espírito” e “aparição” em Mateus 14:26. No caso de Lucas 24:37, um número considerável traduziu o termo grego (πνευμα, pneuma) por “fantasma”, não por “espírito”. Assim, até mesmo a acusação velada de que algum tradutor bíblico “talvez” tentou deliberadamente “amenizar o sentido da palavra”, pelo simples fato de não ter traduzido o original em grego por “fantasma” em Mateus 14:26 é completamente sem base (na verdade, conforme se verá a seguir, a palavra “aparição” é uma tradução melhor, pois ela evita a confusão da questão). Já no caso de Lucas 24:37, os tradutores em geral não fizeram qualquer distinção entre as palavras “fantasma” e “espírito”.

Afinal, Fantasmas Existem?

Sem rodeios, a resposta é: Sim, eles existem! Em nosso artigo intitulado Aderência às Escrituras ou "Mentalidade Aniquilacionista"? foi citado um erudito ortodoxo chamado Georges Vasilievich Florovsky. O seguinte trecho de uma das obras dele é de interesse para a presente discussão:

“Um corpo sem alma é só um cadáver, e uma alma sem corpo é um fantasma. O homem não é um fantasma sem corpo, e cadáver não é uma parte do homem. O homem não é um “demônio sem corpo”, simplesmente confinado na prisão do corpo. É por isso que a “separação” da alma e do corpo é a morte do próprio homem, a descontinuação de sua existência, de sua existência como homem.”

(Collected Works of Georges Florovsky, Vol. III: Creation and Redemption [Coleção de Obras de Georges Florovsky, Vol. III: Criação e Redenção] (Nordland Publishing Company: Belmont, Mass., 1976), Capítulo VI, “Dimensions of Redemption” [Dimensões da Redenção], págs. 213-240).

Qual é a Questão?

Assim, da mesma forma como um ‘cadáver’ existe (pelo menos por algum tempo), rigorosamente falando um 'fantasma' também existe, e foi definido de maneira simples acima: “uma alma sem corpo” (a bem do rigor teológico, o correto é dizer ‘um espírito sem corpo’. A palavra hebraica nephesh, traduzida na maioria das versões modernas como “alma”, significa outra coisa; o corpo entra inescapavelmente na definição).  

De forma que a verdadeira questão aqui não é a “existência” de fantasmas, e sim esta: Um fantasma (ou “espírito”, “espectro”, “sombra”, etc.) pode agir independentemente e até retornar espontâneamente do mundo dos mortos? É muito fácil misturar estas duas questões (como foi feito erroneamente no escrito acima, que está sendo analisado).

Há algum apoio bíblico para a hipótese de "retorno" do mundo dos mortos? Não! Toda a informação apresentada nas Escrituras conduz diretamente à seguinte conclusão: ninguém volta do mundo dos mortos a não ser por meio de ressurreição, um ato divino. Entre todas as referências bíblicas a “espírito” não há um único caso em que se possa provar conclusivamente que está se falando de "alguém que voltou do mundo dos mortos" por si mesmo, sem ter sido ressuscitado.3 Se os promotores do conceito da “imortalidade da alma” desejam afirmar que esta ideia é bíblica, precisam apresentar provas disso. Não adianta citarem textos onde aparecem palavras tais como "alma", "espírito", "sombra" ou "fantasma". Isso não comprova nada. A obrigação primária deles é apresentar pelo menos um exemplo que apresente tais elementos agindo de maneira independente do corpo, ou algum exemplo de retorno deles do mundo dos mortos, sem ter havido uma ressurreição.

Da mesma forma, o fato de alguns hoje alegarem ter presenciado “aparições” (de “fantasmas”, “espíritos”, "espectros", "ectoplasmas", ou qualquer congênere) também não prova coisa alguma.4 No caso dos discípulos de Cristo envolvidos nas duas situações analisadas aqui, o importante não é o que eles estavam ‘pensando’ ou ‘imaginando’ que viam nas duas situações mencionadas acima e sim a realidade.5 Como está bem documentado nos trechos em questão, em nenhum dos dois casos se tratava duma "aparição"6 e sim do próprio Jesus como pessoa completa (no primeiro caso antes da morte dele e no segundo caso com ele já ressuscitado).

Usar o que as pessoas (da antiguidade ou de hoje) ‘pensam’ ou ‘imaginam’ sobre determinadas coisas para definir qualquer conceito que seja dentro da Bíblia, dificilmente poderia ser considerado uma ‘boa aplicação das Escrituras’. Pelo contrário, o fato de haver quem ache necessário recorrer a isso como "evidência da sobrevivência da alma após a morte" revela desespero; uma ânsia doentia de encontrar a todo custo pelo menos um "argumento bíblico" para apoiar suas teorias. Embora qualquer um seja livre para acreditar no que quiser, deve também respeitar a resolução de outros, caso estes decidam deixar que o contexto geral da Bíblia defina as situações descritas nas páginas dela, em vez de isolar um versículo, daí tentar conceituar uma palavra que aparece nele de acordo com ideias do imaginário popular e, por fim, alegar que os apóstolos e os primitivos cristãos acreditavam nessas fantasias.

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Abreviaturas das versões bíblicas citadas neste estudo:
ABV
A Bíblia Viva
ACR
Almeida Corrigida e Revisada Fiel
ASV
American Standard Version
BBE
Bible in Basic English
BJ
Bíblia de Jerusalém
CEB
Common English Bible
CJB
Complete Jewish Bible
CSB
Holman Christian Standard
DBY
The Darby Translation
Dy
Douay Version
ED
The Emphatic Diaglott
EP
Edição Pastoral
ESV
English Standard Version
GNT
Good News Translation
GW
God's Word Translation
HNV
Hebrew Names Version
KJV
King James Version
Kx
Knox Version
LEB
Lexham English Bible
MH
Novo Testamento de Mateus Hoepers
MR
The Modern Reader’s Bible
MSG
The Message
NAS
New American Standard
NCV
New Century Version
NIRV
New International Reader's Version
NIV
New International Version
NKJV
New King James Version
NLT
New Living Translation
NRS
New Revised Standard
RHE
Douay-Rheims
RSV
Revised Standard Version
THO
Bíblia de Referência Thompson
TMB
Third Millennium Bible
TNIV
Today's New International Version
TYN
Tyndale
WBT
The Webster Bible
WEB
World English Bible
WNT
Weymouth New Testament
WYC
Wycliffe
YLT
Young's Literal Translation

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NOTAS:

1 Vale lembrar que os dois relatos não dão qualquer informação nem mesmo sobre o que os próprios homens envolvidos nesses episódios entendiam por “espírito” ou “fantasma”. Qualquer afirmação taxativa sobre as crenças deles fica por conta da especulação.

2 O mesmo se aplica a outras palavras gregas que foram usadas para traduzir termos hebraicos, e que constam em muitas versões bíblicas da atualidade. Uma coisa é dizer que os apóstolos de Cristo e outros escritores do Novo Testamento se serviram de várias palavras que já eram de uso comum no mundo greco-romano do primeiro século, palavras tais como “Hades” e “Tártaro”. Outra coisa – totalmente diferente – é sugerir que eles entendiam estas palavras com o mesmo 'sentido que as pessoas davam' a elas. Por exemplo, será que quando os apóstolos ensinaram que Cristo ‘esteve no Hades’, achavam eles que a alma de Cristo atravessou um rio, pagando uma moeda a um barqueiro (Caronte) e chegou a um lugar dominado por um deus com esse mesmo nome (Hades), que tinha a porta vigiada por um cão (Cérbero), e que era dividido em “regiões” de castigos e de bem-aventuranças? E será que o fato de muitos hoje acreditarem em versões ‘cristianizadas’ dessas ideias, tais como que o “Hades” é dividido em uma região de castigo para as almas dos maus (um lago de “chamas”) e outra região de repouso idílico para as almas dos bons (o “seio de Abraão”) com um “abismo intransponível” separando as duas “regiões”, prova que tudo é assim mesmo? De novo, surge a pergunta: Como foi que muita gente veio a acreditar nessa “versão moderna” de Hades? Foi por terem encontrado essas ideias dentro da própria Bíblia, ou estão simplesmente aceitando, sem questionar, ensinos “autorizados” de longa data, originados em fontes pagãs, e defendidos até hoje por líderes religiosos e teólogos prezados?

3 Aos leitores interessados numa consideração pormenorizada das evidências que conduzem a esta conclusão sugerimos os artigos Alma e Espírito - "Textos Mal Aplicados Pelos Aniquilacionistas"? e "Espíritos Desencarnados" Mencionados na Bíblia?

4 Veja o artigo Vocês Acreditam na Comunicação Com os Mortos?

5 Há evidência de que, em vez de certos conceitos que os apóstolos de Cristo tinham inicialmente serem representativos das crenças dos cristãos do primeiro século, ocorreu o inverso: As orientações do próprio Jesus, bem como o aumento do esclarecimento deles (por meio do espírito santo) os fez mudar de ideia. Eles abandonaram certas ideias com o passar do tempo (incluindo aquelas influenciadas por crendices populares, de seus conterrâneos ou das nações circunvizinhas a Israel). Isso explica o motivo de não existir qualquer ideia ou menção de “aparições”, ou qualquer coisa desse gênero nos escritos apostólicos. Estes conceitos nunca foram transmitidos aos cristãos primitivos.  De acordo com isso, um erudito bíblico declarou o seguinte em seu comentário sobre este versículo de Mateus 14:26:

Quando os discípulos o viram. Todos eles o viram (Marcos 6:50); e próximo do barco (João 6:19.) É um espírito, uma aparição é a tradução exata. Em Lucas 24:37, 40, ‘espírito’ representa a palavra grega comumente traduzida desse modo. Os discípulos acreditavam em aparições, assim como todos os judeus (exceto os saduceus), e como todas as nações pareciam naturalmente propensas a acreditar. As opiniões dos doze naquela época não têm qualquer autoridade sobre nós, uma vez que eles tinham muitos conceitos errôneos, dos quais só a posterior inspiração do Confortador [o espírito santo] os libertou.” (Comentário ao Evangelho de Mateus, John A. Broadus, 1886, pág. 328 em inglês. Os sublinhados foram acrescentados.).

6 Note-se que Jesus não deu qualquer resposta aos apóstolos no episódio ocorrido no Mar da Galiléia, além de dizer: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!”. Ele jamais sequer mencionou a palavra "fantasma", muito menos disse alguma coisa para confirmar ou negar qualquer 'sentido' que aqueles homens porventura dessem a isso. Já no caso da segunda ocorrência, depois da ressurreição, ele deu mais detalhes: “Vejam as minhas mãos e os meus pés. Sou eu mesmo! Toquem-me e vejam; um espírito não tem carne nem ossos, como vocês estão vendo que eu tenho”. Depois ele ainda comeu na frente deles, para deixar bem claro que ele não era um espírito. (Lucas 24:41-43). Que Jesus tinha ‘voltado do mundo dos mortos’ nesse segundo episódio é fato. Porém, isto foi em resultado duma ressurreição. Que ele foi ressuscitado (e não 'voltou do mundo dos mortos' por si mesmo) com um corpo espiritual também é fato. Porém, se Jesus tivesse ido àquele local em forma espiritual, aqueles homens nem sequer o teriam visto. Toda e qualquer ocorrência da palavra “espírito” nas Escrituras refere-se a algo invisível aos olhos humanos. E, como qualquer leitor da Bíblia pode constatar, a porcentagem maior dessas ocorrências faz alusão a uma pessoa espiritual, que jamais foi humana, nem esteve morta (incluindo o próprio Deus) e que não pode ser vista por olhos humanos. Isto significa que dar à palavra “espírito” o "sentido que as pessoas dão", ou seja, “alguém que voltou do mundo dos mortos” (por si mesmo) e pode até ser ‘percebido’ de alguma maneira por alguém vivo (que alegadamente tenha 'poderes paranormais', 'percepção extra-sensorial' ou qualquer coisa desse gênero), sugerindo que isso é “bíblico” e uma “crença dos primitivos cristãos” é completamente descabido, realmente uma distorção das mais grosseiras! Ao espírito dos humanos falecidos aplica-se tão somente o que diz o Eclesiastes 12:7: ele simplesmente ‘volta para Deus que o deu’. Nenhum “espírito” de humano falecido ‘volta do mundo dos mortos’ espontaneamente e muito menos pode ser 'contatado' por pessoas vivas. Qualquer afirmação quanto ao destino do espírito dos humanos mortos que seja divergente disso fica por conta das elucubrações dos promotores do conceito da “imortalidade da alma”, que não aceitam ou esquecem o que diz este versículo do Eclesiastes e todas as demais referências bíblicas que lançam luz sobre esta questão.