Princípios de Interpretação das Escrituras

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Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal, pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo. (2 Pedro 1:20, 21, Nova Versão Internacional)

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Qualquer interpretação válida das Escrituras deve basear-se em sólidos princípios.1 Este padrão deve ser aplicado de maneira consistente. Ele não pode ser simplesmente deixado de lado quando a interpretação leva a uma conclusão que contradiz o que é ensinado pela “ortodoxia”. Em vez disso, esforçamo-nos em permitir que as Escrituras falem por si mesmas e acreditamos pela fé, quaisquer que sejam as conclusões às quais elas nos conduzam.

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I – Presume-se que os 39 livros do Antigo Testamento e os 27 livros do Novo Testamento são a Palavra de Deus, totalmente inspirada. “Para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” – 2 Tim 3:17.

II – A própria Bíblia será sempre usada para definir seus termos, símbolos, etc. Não se recorrerá a qualquer dogma, teoria ou escrito de origem humana, tais como os apócrifos ou pseudoepigráficos, para explicar termos bíblicos que já são definidos claramente dentro da própria Bíblia.

III – A interpretação apropriada de qualquer trecho será determinada, não só pelo contexto imediato dele, mas por se considerar todas as escrituras que têm influência sobre o assunto em questão ao longo da Bíblia. A verdade de um determinado assunto só pode ser determinada por se reunir todos os textos que lancem luz sobre o assunto.

IV – A cada trecho será dada uma interpretação tão literal quanto possível, a menos que essa interpretação literal torne o significado absurdo, ou coloque o trecho em desacordo com outros trechos que falem em linguagem positiva.

V – Nenhuma interpretação será dada a qualquer texto além da permitida pelo sentido do próprio texto. Por exemplo: a palavra carcaça não pode, em caso algum, ser interpretada como significando uma alma imortal queimando no inferno.

VI – Todos os trechos pertencentes a qualquer assunto específico, devem conter uma ou mais das características peculiares desse assunto, por meio das quais esses trechos possam ser identificados como pertencentes a ele.

VII – A verdade de qualquer doutrina deve ser determinada em primeiro lugar pelos trechos que falam em linguagem clara e positiva, não pelos trechos de natureza simbólica ou parabólica. Nenhuma inferência deve ser elaborada com base num trecho simbólico ou parabólico, de maneira que faça esse trecho entrar em contradição com os trechos que falam de maneira inequívoca sobre o mesmo assunto.

VIII – Nenhuma doutrina será elaborada com base num único trecho das Escrituras, numa mera inferência, ou num argumento sem qualquer base textual. Qualquer verdadeira doutrina deverá ser encontrada ao longo da Bíblia inteira.

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Original: “Rules For Interpreting Scripture” The Harvest Herald

1 N.T.: Embora na fonte da qual se extraiu este conteúdo, os oito pontos delineados acima tenham sido chamados de “regras”, preferimos encará-los como “princípios”, e tentamos seguir todas essas diretrizes nos escritos publicados neste site.