Sistemas de Contagem de Anos de Reinado

Os sistemas ascensional e não-ascensional

Babilônia, e posteriormente a Medo-Pérsia, aplicaram o sistema de ano de ascensão, no qual o ano em que um rei assumia o poder era considerado como seu ano de ascensão, e o próximo ano, que começava em 1º de nisã (primavera setentrional), era considerado como seu primeiro ano de reinado.

No Egito aplicava-se o método oposto: o ano em que um rei assumia o poder já era contado como seu primeiro ano de reinado. Há evidência de que este último método, o sistema não-ascensional, era também aplicado no reino de Judá. A evidência é a seguinte:

1. Jeremias 46:2 declara que a Batalha de Carquemis em 605 A.E.C., na qual o exército do Faraó Neco do Egito foi derrotado por Nabucodonosor, ocorreu “no quarto ano de Jeoiaquim filho de Josias, rei de Judá”. Segundo Jeremias 25:1, “o quarto ano de Jeoiaquim ... foi o primeiro ano de Nabucodonosor.” Mas a Crônica 5 neobabilônica (B.M. 21946) diz claramente que esta batalha ocorreu no ano de ascensão de Nabucodonosor, não em seu primeiro ano. [1] A razão por que Jeremias contou o ano de ascensão de Nabucodonosor como o primeiro ano dele parece ser que Judá não aplicava o sistema de ano de ascensão. Desse modo, Jeremias aplicou o sistema judaico não-ascensional não só a Jeoiaquim, mas também a Nabucodonosor.

2. Tanto 2 Reis 24:12; 25:8, como Jeremias 52:12 dizem que a deportação de  Joaquim e a destruição de Jerusalém ocorreram no oitavo e no décimo nono ano do reinado de Nabucodonosor, enquanto Jeremias 52:28-30 parece colocar estes eventos no sétimo e décimo oitavo ano de Nabucodonosor, respectivamente. A diferença em ambos os casos é de um ano. A Crônica 5 neobabilônica está de acordo com Jeremias 52:28, declarando que Nabucodonosor sitiou Jerusalém e capturou Joaquim em seu sétimo ano.

Há evidência de que o último capítulo de Jeremias, o capítulo 52, não foi da autoria do próprio Jeremias. Isto é indicado claramente pela declaração final do capítulo precedente (Jeremias 51:64): “Até aqui são as palavras de Jeremias.” Na realidade, o capítulo 52 é extraído quase que palavra por palavra de 2 Reis 24:18 a 25:30, a única exceção sendo Jeremias 52:28-30, os versículos que apresentam a divergência de um ano na referência aos anos do reinado de Nabucodonosor. [2] Com toda a probabilidade o professor Albertus Pieters dá a explicação correta desta diferença ao declarar:

Pode-se explicar perfeitamente esta diferença se admitirmos que a seção em questão foi acrescentada às profecias de Jeremias por alguém em Babilônia que teve acesso a um relatório ou registro oficial no qual a data estaria naturalmente fixada de acordo com o sistema de contagem babilônico. [3]

De modo que o compilador de Jeremias 52 reproduziu fielmente as datas encontradas em suas duas fontes, ainda que essas fontes refletissem dois modos diferentes de contar anos de reinado: o sistema de ano de ascensão usado pelos babilônios, e o sistema não-ascensional usado pelos judeus.

Os últimos quatro versículos do capítulo 52 de Jeremias (versículos 31-34), embora extraídos literalmente de 2 Reis 25:27-30, refletem também o sistema de ano de ascensão, o que pode ser explicado pelo fato de que a passagem reproduz informação que deve ter sido recebida originalmente de Babilônia. Como se declara nesta passagem, Evil-Merodaque (Avil-Marduque), “no ano em que se tornou rei”, libertou o rei judaico Joaquim da prisão no 37º ano de seu exílio. Segundo o Professor Pieters, a frase “no ano em que se tornou rei” (Jeremias 52:31) “é o termo tecnicamente correto para o ano da ascensão do monarca” [4] e os documentos babilônicos usam uma expressão semelhante ao fazerem referência ao ano de ascensão.

Que o escritor do trecho de Jeremias 52:28-34 usou o sistema de ano de ascensão é, desta maneira, a conclusão de vários eruditos bíblicos modernos. [5]

3. É bem provável que o sistema de ano de ascensão foi também usado pelo profeta Daniel em Daniel 1:1, onde ele data a primeira deportação de exilados judaicos no “terceiro ano” de Jeoiaquim. Todavia, esta deportação deve ter sido após a Batalha de Carquemis, cuja vitória pavimentou o caminho para Nabucodonosor invadir e conquistar os países no oeste, incluindo Judá.

Conforme se mencionou acima, esta batalha é datada em Jeremias 46:2 no “quarto ano” de Jeoiaquim, não no terceiro. Por isso, a maioria dos comentaristas prefere considerar o “terceiro ano” mencionado em Daniel 1:1 como um crasso erro histórico do autor do livro, e como uma indicação de que ele não era contemporâneo ao evento, mas escreveu centenas de anos depois do ocorrido. Alguns, incluindo a Sociedade Torre de Vigia, argumentam que a deportação mencionada no texto era a mesma que ocorreu oito anos depois, após o fim do 11º ano do reinado de Jeoiaquim, quando seu filho e sucessor, Joaquim, foi mandado para o exílio em Babilônia. [6]

Porém, se levarmos em conta que Daniel vivia em Babilônia no período neobabilônico e ocupava um alto posto em sua administração, seria natural ele aplicar o calendário babilônico e o sistema deles de computar anos de reinado, procedendo assim até mesmo quando se referia a reinados de reis não babilônicos, incluindo Jeoiaquim, da mesma forma que Jeremias, vivendo na Judéia, tinha aplicado por sua vez o sistema judaico não-ascensional ao se referir ao reinado de Nabucodonosor.

4. O calendário babilônico foi também usado (juntamente com o calendário civil egípcio) pela colônia judaica em Elefantina, ao sul do Egito, do 5º século em diante, como foi confirmado pelo Dr. Bezalel Porten e por outros. O Dr. Sacha Stern conclui que, calendários “não-judaicos ou 'oficiais' foram usados rotineiramente pelos judeus da Diáspora durante toda a Antigüidade.” [7]

Vários problemas difíceis da cronologia bíblica são facilmente solucionados se levarmos em consideração os sistemas de ano de ascensão e não-ascensional. Um estudo das tabelas cronológicas na seção final deste Apêndice (“Tabelas cronológicas que abrangem os setenta anos”) deixará isto claro.

Anos nisã e tisri

É bem estabelecido que os calendários assírio, babilônico e persa começavam em 1º de nisã (o primeiro dia do mês de nisã, na primavera, hemisfério norte) que era também o início dos anos de reinado. Em períodos posteriores, os judeus, tinham dois começos de seus anos civis: 1º de nisã, na primavera setentrional e 1º de tisri, seis meses depois, no outono setentrional — sendo 1º de tisri o dia de ano-novo posterior. [8] Embora nisã fosse o começo do calendário sagrado, e os meses sempre fossem numerados a partir dele, [9]  tisri foi mantido como o início do calendário secular.

A questão é: Será que os reis de Judá seguiam o costume de Babilônia e de outros países de contar os anos de reinado a partir de 1º de nisã, ou eles consideravam tisri como o começo de seu ano secular? Embora os eruditos discordem nisto, a evidência mostra que os reis de Judá contavam seus anos de reinado de tisri a tisri.

1. Jeremias 1:3 declara que, após a desolação da cidade, os habitantes de Jerusalém, “fo[ram] ao exílio no quinto mês” o que também está de acordo com o registro em 2 Reis 25:8-12. Diz ainda que este quinto mês foi no “fim do décimo primeiro ano do reinado de Sedecias [Zedequias].” [10] Só se os anos de reinado fossem considerados como começando em tisri (o sétimo mês) poder-se-ia dizer que o quinto mês foi  no “fim” do décimo primeiro ano do reinado de Zedequias, o qual terminou no mês seguinte, elul, o sexto mês.

2. Conforme 2 Reis 22:3-10, o Rei Josias de Judá deu início aos consertos no templo de Jerusalém, em seu décimo oitavo ano. Durante estes consertos o sumo sacerdote Hilquias achou “o livro da lei” no templo. [11] Esta descoberta resultou em uma extensiva campanha contra a idolatria no país inteiro. Depois Josias reinstituiu a Páscoa em 14 de nisã, duas semanas após o início do novo ano segundo o calendário sagrado. É muito interessante que se diz que essa páscoa foi celebrada “no décimo oitavo ano do Rei Josias.” (2 Reis 23:21-23) Uma vez que os consertos do templo, a eliminação da idolatria no país e muitas outras coisas registradas em 2 Reis 22:3 — 23:23 não poderiam ter razoavelmente ocorrido dentro de apenas duas semanas, parece óbvio que o décimo oitavo ano do reinado de Josias não foi contado a partir de 1º de nisã, e sim a partir de 1º de tisri.

3. Outra indicação de uma contagem de anos de reinado em Judá a partir de tisri é dada em Jeremias 36. No “quarto ano de Jeoiaquim” (versículo 1), Iavé disse a Jeremias que escrevesse num livro todas as palavras que ele tinha falado a Jeremias contra Israel, Judá, e todas as nações (versículo 2). Jeremias fez isto por meio de Baruque, seu secretário (versículo 4). Quando Baruque terminou o trabalho, Jeremias lhe pediu para “[ir] e [ler] para o povo do rolo que escreveste, ditado por mim, todas as palavras de Iahweh, na casa de Iahweh, no dia de jejum.” (Jeremias 36:5, 6, BJE). Que jejum?

Era evidentemente um jejum especial proclamado por alguma razão não especificada. Mui provavelmente a razão era a Batalha de Carquemis em maio-junho daquele mesmo ano, “no quarto ano de Jeoiaquim” (Jeremias 46:2), e os eventos subseqüentes, incluindo o sítio erguido contra Jerusalém no mesmo ano, segundo Daniel 1:1. Embora Nabucodonosor tivesse retornado a Babilônia naquele momento, devido à morte do pai dele, (conforme registrado na Crônica 5 neobabilônica), os judeus tinham boas razões para temer que ele logo voltaria e continuaria suas operações em Judá e nas áreas circunvizinhas. Tendo em vista este contexto, uma “convoca[ção de] um jejum diante de Yahweh, para todo o povo de Jerusalém e para todo o povo que vinha das cidades de Judá” (Jeremias 36:9, BJE) é bem compreensível. É muito interessante que este jejum a respeito do qual Baruque leria em voz alta no rolo de papel que ele tinha escrito, ocorreu “no quinto ano de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, no nono mês”, segundo o mesmo versículo.

Se os anos de reinado de Jeoiaquim foram contados a partir de nisã, o primeiro mês, Baruque começou a registrar as profecias de Jeremias cerca de um ano antes deste jejum. Além disso, ele parece ter sido proclamado já no quarto ano de Jeoiaquim (versos 1, 6), ou seja, cerca de nove meses antes de ser feito. Tudo isso seria muito improvável. Mas se os anos de reinado de Jeoiaquim foram contados a partir de tisri, o sétimo mês, o quarto ano dele terminou em elul, o sexto mês (correspondendo a partes de agosto e setembro de 605 A.E.C.), com o jejum no nono mês (partes de novembro e dezembro de 605 A.E.C.) ocorrendo pouco mais de dois meses após o início do quinto ano de Jeoiaquim.

De modo que o registro que Baruque fez das profecias de Jeremias, só levou alguns meses, o que é o mais provável, e o jejum pode ter sido proclamado apenas dois meses antes de ser realizado, e não muito depois da Batalha de Carquemis e das subseqüentes operações babilônicas na Síria e na Palestina, no verão e no outono de 605 A.E.C. [12]

4. Há também evidência de que, pelo menos em algumas referências a reis estrangeiros, os escritores judaicos contaram os anos de reinado deles segundo o ano tisri. Isto foi feito, por exemplo, por Neemias. Em Neemias 1:1 ele faz referência ao mês de quisleu (novembro-dezembro) do vigésimo ano de Artaxerxes. Mas o mês de nisã do ano seguinte ainda é chamado de vigésimo ano de reinado de Artaxerxes. (Neemias 2:1) Se Neemias tivesse computado os anos de reinado de Artaxerxes a partir de 1º de nisã, ele deveria ter escrito vigésimo primeiro ano no capítulo 2, versículo 1. De modo que Neemias obviamente contou os anos de reinado do rei persa Artaxerxes segundo o calendário judaico, de tisri a tisri e não segundo a contagem persa, de nisã a nisã. Isto é também defendido no dicionário bíblico da Sociedade Torre de Vigia, Estudo Perspicaz das Escrituras, Vol. 3 (1992), página 77. [13]

Que Judá seguiu uma contagem de anos de reinado de tisri a tisri, pelo menos neste período de sua história, é a conclusão de alguns dos mais competentes eruditos e estudantes de cronologia bíblica, como por exemplo, Sigmund Mowinckel, Julian Morgenstern, Friedrich Karl Kienitz, Abraham Malamat, e Edwin R. Thiele. [14] Embora esta maneira de contar anos de reinado torne os sincronismos entre a cronologia de Judá e de Babilônia um pouco mais complicados, ela esclarece muitos problemas quando é aplicada. Nas tabelas cronológicas das páginas 410-412 deste livro, ambos os tipos de anos de reinado são colocados em paralelo com o nosso calendário moderno.

(Extraído de Os Tempos dos Gentios Reconsiderados [Apêndice ao Capítulo 2])

NOTAS:



[1] As crônicas neobabilônicas são abordadas no Capítulo 3, seção B-1.

[2] Não se pode determinar se o capítulo 52 foi adicionado pelo próprio Jeremias, por seu secretário Baruque, ou por alguma outra pessoa. A razão da inclusão desta seção de 2 Reis pode ter sido “mostrar como as profecias de Jeremias se cumpriram.” – O Livro de Jeremias, Dr. J. A. Thompson (em inglês - Grand Rapids: Wm. B. Eerdman’s Publishing Co., 1980), págs. 773, 774.

[3] “O Terceiro Ano de Jeoiaquim”, Albertus Pieters em Das Pirâmides a Paulo, editado por Lewis Gaston Leary (em inglês - Nova Iorque: Thomas Nelson e Filhos, 1935), pág. 186. A idéia de que a informação em Jeremias 52:28-30 pode ter sido acrescentada ao livro de Jeremias em Babilônia é também apoiada pelo fato de que a versão de Jeremias da Septuaginta grega (LXX), que foi produzida no Egito (talvez com base em um manuscrito preservado pelos judeus naquele país), não inclui estes versículos.

[4] Pieters, op. cit., pág. 184.

[5] Veja, por exemplo, A Bíblia Âncora: Jeremias, John Bright (em inglês - Nova Iorque.: Doubleday, 1965), pág. 369; J. A. Thompson, op. cit., pág. 782, e Nova Luz Sobre Nabucodonosor e a História Judaica”, J. Philip Hyatt, Revista de Literatura Bíblica, Vol. 75 (1956), pág. 278.

[6] Estudo Perspicaz das Escrituras, Vol. 2 (Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, 1991), pág. 489. Um exame detalhado desta teoria é apresentado no Apêndice ao Capítulo 5: “O ‘terceiro ano de Jeoiaquim’ (Daniel 1:1, 2).”

[7] “O Calendário Babilônico em Elefantina”, Sacha Stern, Zeitschrift für Papyrologie und Epigraphik, Band 130 (2000), pág. 159.

[8] Novo Dicionário Bíblico, editado por J. D. Douglas, 2ª ed. em inglês (Leicester, Inglaterra: Inter-Varsity Press, 1982), pág. 159; compare com Estudo Perspicaz das Escrituras, Vol. 1, pág. 403.

[9] “Nas Escrituras Hebraicas os meses são numerados a partir de nisã, apesar de a contagem do ano ter sido de primavera a outono.” – Os Misteriosos Números dos Reis Hebreus, Edwin R. Thiele, edição revisada em inglês (Grand Rapids: Casa Publicadora Zondervan, 1983), pág. 52. Na nota de rodapé 11 da mesma página ele dá muitos exemplos disto.

[10] BJE, ALA, BEP e outras versões. A Tradução do Novo Mundo (TNM) usa a palavra “término”: “até o término do décimo primeiro ano de Zedequias, filho de Josias, rei de Judá, até que Jerusalém foi ao exílio, no quinto mês.”

[11] Conforme argumentam muitos comentaristas, o “livro da lei” era provavelmente o livro de Deuteronômio, que pode ter estado perdido durante algum tempo mas que agora havia sido reencontrado. Cf. 1 e 2 Reis, Professor Donald J. Wiseman, (em inglês - Leicester: Editora Inter-Varsity, 1993), págs. 294-296.

[12] Segundo a Crônica 5 neobabilônica, Nabucodonosor foi entronizado em Babilônia “no primeiro dia do mês de elul”, correspondendo a 7 de setembro de 605, segundo o calendário juliano. Depois disso, e ainda em seu ano de ascensão, “Nabucodonosor retornou a Hatu [a área da Siro-Palestina, a oeste]. Até o mês de sebate [partes de janeiro e fevereiro de 604 A.E.C.] ele marchou vitorioso por toda a parte em Hatu.” – Crônicas Assírias e Babilônicas, A. K. Grayson (em inglês - Locust Valley, Nova Iorque: J.J. Augustin Publisher, 1975), pág. 100. Assim Nabucodonosor poderia já ter retornado à área de Hatu no momento do jejum, em novembro ou dezembro de 605 A.E.C. O perigo de outra invasão de Judá teria, pois, parecido iminente.

[13] Poucos eruditos parecem concordar que no sétimo e no sexto séculos Judá fez uso de uma combinação de ambos os sistemas: o sistema não-ascensional e a contagem de anos de reinado de tisri a tisri, como se defende neste livro. Os que normalmente optam pelo sistema não-ascensional geralmente afirmam que Judá aplicou a contagem de nisã a nisã, e os que argumentam que foi utilizada a contagem de anos de reinado de tisri a tisri geralmente crêem que foi usado o sistema de ano de ascensão.

[14] Veja por exemplo a crítica que J. Morgenstern faz da Cronologia Babilônica 626 A.C. - 75 A.D. de Parker e Dubberstein na Revista de Estudos do Oriente Próximo, Vol. 2 em inglês (1943), págs. 125-130, e o artigo do Dr. A. Malamat, “O Crepúsculo de Judá: No Redemoinho Egípcio-Babilônico”, em Suplementos ao Velho Testamento, Vol. XXVII (em inglês - Leiden: E.J. Brill, 1975), pág. 124, incluindo a nota 2; também “As Datas em Ezequiel em Relação às Fontes Bíblicas, Babilônicas e Egípcias”, de K. S. Freedy e D. B. Redford, Revista da Sociedade Oriental Americana, Vol. 90 (em inglês - 1970), págs. 464, 465. O Dr. Edwin R. Thiele, porém, presume que enquanto os livros dos Reis computam os anos de reinado a partir de tisri, Jeremias e Ezequiel computam-nos a partir de nisã. (Os Misteriosos Números dos Reis Hebreus, E. R. Thiele, Grand Rapids: Casa Publicadora Zondervan, 1983, págs. 51-53, 182-191, em inglês.) Esta é, ao que parece, uma especulação bem forçada e desnecessária, se admitirmos que durante este período utilizaram-se tanto os anos de reinado tisri, como o sistema não-ascensional.