Onde a "Grande Multidão" Serve a Deus?

 

Apêndice à Edição em Português

 

1 – A alteração na Sentinela de 15 de fevereiro de 1981 em português:

 

Conforme foi mencionado na página 29 deste folheto, o ponto 3 (referente aos cambistas) que aparecia no quadro-resumo na página 15 de A Sentinela de 15 de agosto de 1980 em inglês, foi suprimido na edição em português, de 15 de fevereiro de 1981. Esta é a fotocópia do quadro, conforme aparece na revista:

É claro que nunca houve qualquer notificação sobre esta alteração para os leitores da língua portuguesa. A Torre de Vigia silenciou a respeito do assunto, livrando-se assim de ter de reconhecer publicamente que o ponto em questão estava errado. De qualquer maneira, conforme fica evidente na análise completa deste quadro (feita nas páginas 5 a 13 deste folheto), o fato é que todos os pontos estão errados e deveriam ter sido suprimidos da mesma maneira.

 

2 – Breve análise da matéria contida na Sentinela de 1º de maio de 2002. 

Diante de tanta evidência contra a ideia da Torre de Vigia sobre a localização da “grande multidão”, a organização teve de mencionar mais uma vez este assunto. A seção “Perguntas dos Leitores” da Sentinela de 1º de maio de 2002, acrescentou detalhes à mudança que havia sido oficializada por meio da Sentinela de 1º de fevereiro de 1998 (mencionada na página 24 deste folheto). Fez isto por apresentar “pelo menos cinco motivos” pelos quais a grande multidão não poderia estar no “pátio dos gentios”.

Mas, significa isso que a organização estava agora reconhecendo a mensagem clara dos textos de Revelação que tratam da “grande multidão”? De modo algum, pois o parágrafo inicial da matéria (na página 30) diz:

 

É razoável dizer que a grande multidão adora a Jeová em um dos pátios terrestres do grande templo espiritual dele, especificamente naquele que corresponde ao pátio externo do templo de Salomão.

 

Em seguida a esta afirmação, a matéria passava à consideração dos mencionados motivos pelos quais a “grande multidão” não poderia estar no pátio dos gentios. Todavia, por mais detalhados que tenham sido estes motivos, não são eles que constituem a diferença entre esta matéria e a que apareceu na Sentinela de 1998. Afinal, a ideia básica já tinha sido declarada de maneira resumida lá. Qual é, então, a novidade dessa Sentinela de 2002?

Uma comparação entre as duas mostra que, diferente do caso da Sentinela de 1998, o texto de Revelação 11:1, 2 não é mais mencionado. Por que não?

A razão é bem evidente. Como vimos, quando Revelação 11:2 fala sobre o “pátio que está de fora do santuário do templo (naós)”, não se faz a discriminação de algum pátio específico. O que o texto diz, simplesmente, é que o pátio que está fora do santuário (sendo, para todos os efeitos, um “pátio externo”) deve ser ‘lançado fora’. A “grande multidão” de adoradores de Deus não poderia estar nele. Conforme se explicou nas páginas 25 e 26 deste folheto, ao estabelecer essa distinção entre o “pátio externo” e o naós, este texto mostra de maneira conclusiva que não é correta a aplicação do termo naós a algo além do santuário neste contexto.

Além do mais, conforme se declarou na página 25, o texto de Revelação 7:15 é muito claro em situar a “grande multidão” de fiéis dentro do santuário (naós) de Deus. Esse texto não diz que eles estão em algum “pátio externo”, seja este qual for, e não importa qual seja o templo típico que se considere.

Assim, embora a Torre de Vigia afirme que a ideia apresentada no parágrafo acima seja “razoável”, a matéria dessa Sentinela de maio de 2002 não tenta sequer apresentar uma única prova dessa ‘razoabilidade’. Tal ideia fica, talvez como nunca antes, reduzida a uma mera afirmação organizacional, que está em oposição a toda a evidência bíblica considerada neste folheto.


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