Existem Falsos Profetas Hoje em Dia?


Apontar alguém como um “falso profeta” é uma acusação séria, algo que não se deve fazer sem ter uma boa razão para isso. E é claro que ninguém diria isso de si mesmo, caso não aconteça alguma coisa que essa pessoa predisse que ocorreria. Quando as profecias resultam em nada, tais pessoas geralmente procuram salvar sua imagem, por negarem que haviam se apresentado como profetas. O livro de Zacarias 13:4, 5 fornece uma pertinente descrição deste comportamento: 

“Naquele dia todo profeta se envergonhará de sua visão profética. Não usará o manto de profeta feito de pele, para enganar. Ele dirá: ‘Eu não sou profeta. Sou um homem do campo; a terra tem sido o meu sustento desde a minha mocidade’.” (Nova Versão Internacional)

Como é, então, que se pode reconhecer um falso profeta? Em Deuteronômio 18:22, a resposta é bem simples: 

“Quando um profeta falar em nome de Jeová, se a coisa não se cumprir, tal coisa Jeová não falou; o profeta a falou com presunção, não terás medo dele.” (Sociedade Bíblica Britânica)

Inúmeras pessoas apareceram, ao longo dos séculos, alegando ter alguma informação dada por Deus, sobre os planos dele para o futuro. Muitas dessas pessoas chegaram até mesmo a especificar confiantemente o ano em que deveriam ocorrer vários eventos, incluindo o retorno de Cristo. Mas os acontecimentos não se concretizaram nas épocas indicadas. Poderiam essas pessoas – com base nessas palavras em Deuteronômio 18:22 – ser descritas como “falsos profetas”?

‘Não, não poderiam’, diz a organização Torre de Vigia num artigo na revista Despertai! de 22 março de 1993: 

“Alguns fazem predições espetaculares do fim do mundo para atrair atenção e adeptos, mas outros convencem-se sinceramente de que suas proclamações são verídicas. Enunciam expectativas à base de sua própria interpretação de algum texto bíblico ou acontecimento físico. Não alegam que suas predições sejam revelações diretas de Jeová e que, nesse sentido, profetizam em nome de Jeová. Assim, nesses casos, quando suas palavras não se cumprem, eles não devem ser encarados como falsos profetas, como aqueles contra os quais se adverte em Deuteronômio 18:20-22. Devido à falibilidade humana, eles interpretaram mal as coisas.” (Páginas 3 e 4, grifos acrescentados.)

Não é difícil entender por que os escritores dessa revista se viram obrigados a se posicionar em defesa de tais “profetas”. Eles estão dolorosamente conscientes de que a organização a que pertencem tem uma longa lista de falsas previsões em seu histórico. O que confirma isso é que numa nota de rodapé na página 4, referenciada no mesmo pronunciamento acima, eles dizem: 

"As Testemunhas de Jeová, devido ao seu anseio pela segunda vinda de Jesus, sugeriram datas que se mostraram incorretas. Por isso, há quem as chame de falsos profetas. No entanto, nunca nesses casos presumiram que suas predições eram feitas ‘no nome de Jeová’. Nunca disseram: ‘Estas são as palavras de Jeová.’ The Watchtower (A Sentinela), publicação oficial das Testemunhas de Jeová, já disse: “Não temos o dom da profecia.” (Janeiro de 1883, página 425) “Nem desejamos que os nossos escritos sejam reverenciados ou considerados infalíveis.” (15 de dezembro de 1896, página 306)"

Note-se que eles descrevem suas datas não cumpridas, não como profecias e sim como simples ‘sugestões’, feitas “devido ao seu anseio pela segunda vinda de Jesus”. Afirmam também que nunca suas predições foram feitas “no nome de Jeová”, ou apresentadas como declarações inspiradas.

É verdade isso? Ou é nada mais que uma tentativa de esconder que eles se apresentaram como profetas inspirados de Deus? 

Alegação de inspiração divina

A palavra inspiração é definida na enciclopédia da Torre de Vigia intitulada Estudo Perspicaz das Escrituras como sendo “a qualidade ou o estado de ser movido, ou produzido, sob a direção de um espírito originário de uma fonte sobre-humana.”. (Volume II, pág. 399) O artigo mostra então que esta direção nem sempre envolve o ditado direto, literal. Deus poderia falar por meio dos profetas “de muitos modos.” (Hebreus 1:1) Um homem que diz ser “inspirado”, muitas vezes afirma que suas declarações não foram ditadas literalmente a ele, e sim que o espírito de Deus, de alguma maneira o “influenciou” ou “orientou” para transmitir uma determinada mensagem.

É verdade que às vezes os líderes da Torre de Vigia, especialmente quando ficou claro que suas previsões estavam erradas, já apresentaram a desculpa de não serem inspirados. Mas, que valor tem esta admissão, enquanto ao mesmo tempo e incessantemente afirmam ser o “canal” de Deus e seu “porta-voz” exclusivo na terra, seu “escravo fiel e discreto”, ao qual todos devem recorrer para entender a Bíblia? No mesmo asterisco acima (página 4) cita-se outra admissão feita na A Sentinela de 15 de agosto de 1981: 

“Os irmãos que preparam essas publicações não são infalíveis. Seus escritos não são inspirados assim como eram os de Paulo e dos outros escritores bíblicos. (2 Tim. 3:16) E assim, às vezes, tornou-se necessário corrigir conceitos, conforme o entendimento se tornou mais claro. (Pro. 4:18)” — 15 de agosto de 1981, página 19.”

Todavia, logo no próximo parágrafo, na mesma página, o autor salienta que “não podemos encontrar a orientação bíblica de que precisamos fora da organização do “escravo fiel e discreto”.

Isso levanta a questão: Se os líderes da Torre de Vigia não se consideram inspirados, como podem afirmar que a orientação bíblica de que um homem precisa só pode ser encontrada na organização deles, e em nenhum outro lugar?

A admissão na Sentinela de 1981, citada acima, de que “seus escritos não são inspirados assim como eram os de Paulo e dos outros escritores bíblicos” está em nítido contraste com a alegação de inspiração feita no ano seguinte, na revista A Sentinela de 1º de dezembro 1982, página 13: 

“Hoje em dia, um restante desse “escravo fiel” ainda está vivo na terra. Seus deveres incluem receber e passar adiante a todos os servos terrestres de Jeová o alimento espiritual no tempo apropriado. Ocupam uma posição similar à de Paulo e seus colaboradores, quando esse apóstolo falou sobre as maravilhosas verdades que Deus revela ao seu povo: “É a nós que Deus as tem revelado por intermédio de seu espírito.” (1 Coríntios 2:9, 10)”

Onde está a coerência em um grupo dizer que “seus escritos não são inspirados assim como eram os de Paulo”, e depois dizer que “ocupa uma posição similar à de Paulo” e em se tratando justamente de verdades reveladas por Deus, que devem ser ‘passadas adiante a todos os servos terrestres de Jeová’?

Na realidade, os líderes da Torre de Vigia crêem que apenas a organização deles é guiada pelo espírito santo de Deus: 

“Considere também que só a organização de Jeová, em toda a terra, é dirigida pelo espírito santo ou a força ativa de Deus.” (Zac. 4:6)” – A Sentinela de 1º de janeiro de 1974, pág. 18

Devido a esta afirmação de orientação divina exclusiva, as Testemunhas de Jeová são conclamadas a mostrar completa obediência à Torre de Vigia: 

“Lastly, we can stay awake by being respectful and obedient. We know that Jehovah is using the Watch Tower Society of the “faithful and discreet slave” as a governing agency on earth today. It deserves our respect and fullest support. It is written: “Remember those who are governing you, who have spoken the word of God to you, and as you contemplate how their conduct turns out imitate their faith.” (Heb. 13:7) At times there are heard from immature ones slighting remarks, careless talk or outright criticism of the Society’s operations. Such is outright lack of respect for the means Jehovah is remarkably using to perform his will in this pre-Armageddon time. Truly the Society as directed by God’s holy spirit merits our deepest respect and wholehearted obedience.” 

Tradução: 

“Por fim, podemos ficar despertos por sermos respeitosos e obedientes. Sabemos que Jeová está usando a Sociedade Torre de Vigia do “escravo fiel e discreto” como uma agência governante sobre a terra hoje. Ela merece o nosso respeito e apoio total. Está escrito: “Lembrai-vos dos que tomam a dianteira entre vós, os que vos falaram a palavra de Deus, e, ao contemplardes em que resulta a sua conduta, imitai a sua fé.” (Heb 13:7) Às vezes se ouvem pessoas imaturas fazendo breves observações, falando irrefletidamente ou criticando abertamente as operações da Sociedade. Isso é crassa falta de respeito pelo meio que Jeová está usando notavelmente para realizar a sua vontade nesta época pré-Armagedom. Realmente, sendo a Sociedade dirigida pelo espírito santo de Deus, ela merece o nosso mais profundo respeito e obediência de todo o coração.” (A Sentinela de 15 de julho de 1960, pág. 444; grifos acrescentados.) 

A pretensão de ser um profeta de Deus

A já citada enciclopédia Estudo Perspicaz das Escrituras define a palavra “profeta” como “alguém por meio de quem se dá a conhecer a vontade e o propósito divinos.” Com referência a Jer. 23:18 e Amós 3:7 diz sobre os profetas verdadeiros que “eles se achavam no “grupo íntimo” de Deus, e Ele lhes revelava seu ‘assunto confidencial’” (Volume III, pág. 336)

Será que os líderes da Torre de Vigia afirmam que, assim como os profetas bíblicos, eles “se acham no ‘grupo íntimo de Deus’”? Dizem eles que Deus lhes revela seu “assunto confidencial”, assim como Ele fazia no caso dos profetas bíblicos? A resposta a estas duas perguntas é sim. Observemos como eles se equiparam com aqueles profetas numa revista A Sentinela do ano de 1986: 

“Visto que os servos de Jeová hoje o obedecem como governante, o espírito santo de Deus também lhes revela em que época nos encontramos do Seu ponto de vista. Amós 3:7 diz: ‘O Soberano Senhor Jeová não fará coisa alguma sem ter revelado seu assunto confidencial aos seus servos, os profetas.’” – A Sentinela de 15 de abril de 1986, pág. 18

Eles aplicam a si mesmos as palavras de Amós 3:7 e explicam que as profecias são reveladas a eles por Jeová por meio de seu espírito! A mesma alegação foi feita também na A Sentinela de 1º de fevereiro de 1972, que na página 83 faz referência a Jeová como “Aquele que desde o princípio conta o final e desde outrora as coisas que não se fizeram”. (Isa. 46:10)” e depois prossegue dizendo: 

“Jeová tem dado a conhecer tais coisas aos que lhe obedecem como governante: “O Senhor Jeová não fará coisa alguma sem ter revelado seu assunto confidencial aos seus servos, os profetas.” (Amós 3:7) Neste século, quem tem estado corretamente informado sobre o futuro: os clérigos, os líderes políticos ou os chefes da economia? Ou têm sido as testemunhas de Jeová? O próximo artigo examinará esta questão.”

Esse próximo artigo, intitulado “Divulgação das Verdades Proféticas de Deus” continha uma série de afirmações de que as Testemunhas de Jeová, ao contrário de quaisquer outros em nossos dias, previram com antecedência os eventos que haveriam de ocorrer no futuro. A alegação de inspiração divina transparece claramente ao longo do artigo. Na página 84, por exemplo, afirma-se que elas previram o irrompimento da guerra em 1914, e depois diz: 

“Como podiam as testemunhas de Jeová saber com tanta antecedência o que nem os próprios líderes do mundo sabiam? Apenas por meio do espírito santo de Deus, que lhes dava a conhecer tais verdades proféticas.” (grifo acrescentado.)

Poderia a pretensão de serem profetas inspirados por Deus ser apresentada de maneira mais clara do que essa? Tem alguém base para insistir que quando os líderes da Torre de Vigia afirmam que “nunca” fizeram suas previsões “no nome de Jeová” e “nunca” disseram que são inspirados, estão falando a verdade?

Outro exemplo típico da linguagem que muitas vezes usaram quando apresentaram suas previsões encontra-se a seguir.

O capítulo 11 de Daniel contém profecias sobre o “rei do sul” e o “rei do norte”. Na época da Segunda Guerra Mundial estes dois “reis” eram identificados como os Aliados democráticos, encabeçados pela Grã-Bretanha e Estados Unidos da América e os países totalitários do Eixo, encabeçados pela Alemanha nazista, respectivamente. Em A Sentinela de 1º de dezembro de 1941, só na página 355, parágrafos 1 e 2 (da edição em inglês) aparecem estas declarações: 

Jeová revelou ao seu povo, que o “tempo do fim” começou em 1914... Agora, o Senhor revela ao seu povo o significado da profecia de Daniel a respeito do “tempo do fim”,... o Senhor revelou ao seu povo, a identidade dos dois reis que estão agora lutando pela dominação mundial... o Senhor está agora tornando conhecido o que os dois “reis” estarão fazendo enquanto o fim se aproxima.”

Essas interpretações e previsões apresentadas nos trechos acima foram, portanto, apresentadas como revelações diretas de Jeová. Depois, como em todos os outros casos, essas declarações foram descartadas – parcial ou completamente – como nada mais que uma ‘má interpretação das coisas’ feita por causa da “falibilidade humana” e descritas como meras ‘sugestões’ das Testemunhas “devido ao seu anseio”. Isso é, no mínimo, disfarçar a realidade. E, falando-se francamente, é uma fraude completa. 

São realmente “previsões”?

As previsões da Torre de Vigia relacionadas ao ano de 1914 foram resumidas em sete pontos em 1889 por Charles Taze Russell, no livro Está Próximo o Tempo (páginas 74-76, da série Estudos das Escrituras). Qualquer pessoa que dedicou algum tempo para estudar esses pontos, sabe que todos eles falharam. Este fato constrangedor é completamente encoberto pela Torre de Vigia. Em vez disso, eles têm repetidamente procurado transmitir a impressão de que a organização havia previsto exatamente o que aconteceu naquele ano! O livro As Testemunhas de Jeová no Propósito Divino (1959) reproduz um exemplo na página 31 de um fragmento de citação tirada de uma das publicações da Torre de Vigia de 1886 (o livro O Plano Divino das Eras), e daí faz o seguinte comentário: 

“Although this was still decades before the first world war, it is surprising how accurately the events that finally took place were actually foreseen.” 

Tradução: 

“Embora isso ainda fosse décadas antes da primeira guerra mundial, é surpreendente o grau de exatidão com o qual os eventos que por fim ocorreram foram realmente previstos.”

Qual dos “reis” o “Senhor revelou ao seu povo” que sairia vitorioso na luta, o Eixo ou os Aliados? A Sentinela de 1º de dezembro de 1941, dizia na página 360 sobre a Segunda Guerra Mundial: 

“In fact, the prophecy does not disclose which one of these “kings” shall be victorious in the present war, but the opinion is here expressed that neither one will have a complete victory. The end of the war will come about in a manner somewhat different from what worldly prognosticators say. What this part of the prophecy does appear to mean is that, before the "END", within the meaning of the prophecy, all the nations, including those forming "the king of the south", will take on or become dictatorial governments, which these nations will believe is necessary in order to fight the peril of the totalitarian “king of the north”.” 

Tradução: 

“Na verdade, a profecia não revela qual destes "reis" será o vitorioso na atual guerra, mas a opinião expressa aqui é que nem um nem outro terá uma vitória completa. O fim da guerra ocorrerá de uma maneira um tanto diferente do que os prognosticadores do mundo dizem. O que esta parte da profecia parece dizer é que, antes do "FIM", dentro da acepção da profecia, todas as nações, incluindo as que compõem "o rei do sul", vão adotar ou se tornar governos ditatoriais, algo que essas nações acreditam ser necessário para combater o perigo do "rei do norte" totalitário.”

Na página 362 lemos:  

“Mark this in light of the infallible divine prophecy: that the totalitarian, arbitrary rule will overrun all the nations of the earth in the very near future.” 

Tradução: 

“Tenha isso em mente à luz da infalível profecia divina: que o governo totalitário arbitrário vai conquistar todas as nações da terra no futuro muito próximo.”

Os poderes totalitários, assim, alcançariam o domínio do mundo depois da guerra. Previsões semelhantes foram feitas no ano de 1942, no livro O Novo Mundo, o primeiro livro escrito por Frederick W. Franz. O livro não foi traduzido para o português, nem para muitas outras línguas, sem dúvida porque a rápida evolução dos acontecimentos mundiais tomou um rumo contrário às previsões contidas nele. Comentando sobre Daniel 11:40-43, o autor disse nas páginas 343 e 344 que “todas as nações vão se tornar totalitárias antes do FIM COMPLETO”.

Logo, porém, percebeu-se que era necessário alguma cautela. Nessa época, havia planos de longo alcance entre as nações para a restauração da organização de paz depois da guerra mundial. Não era necessário, portanto, habilidade profética para se prever que essa organização ressurgiria depois da guerra. No folheto da Torre de Vigia intitulado Paz – Pode Durar?, publicado mais tarde naquele ano (1942), páginas 21 e 22, apareceram comentários sobre esses planos, mas o folheto não ousou afirmar que esta organização de paz assumiria a forma de uma ditadura mundial, como tinha acabado de ser previsto, e sim simplesmente que as nações se uniriam numa “confederação final de nações pela nova ordem, não importa qual seja sua forma.”

A evolução dos acontecimentos mundiais no tocante à ditadura e às democracias pôs todas essas declarações a perder. O “Senhor” não havia “revelado ao seu povo” nada parecido com isso, como havia sido alegado nestas publicações. Era claramente uma falsa profecia, nada mais. No entanto, por incrível que pareça, 18 anos depois eles fizeram referência a esta profecia como mais um exemplo de sua habilidade profética infalível! Na página 444 de A Sentinela de 15 de julho de 1960, eles argumentaram: 

In 1942 the “faithful and discreet slave” guided by Jehovah’s unerring spirit made known that the democracies would win World War II and that there would be a United Nations organization set up.* Such wakefulness was concerning events that unerringly took place three years later.

* The booklet Peace—Can It Last?, 1942, pp. 21, 22.
 

Tradução: 

Em 1942, o “escravo fiel e discreto”, guiado pelo espírito infalível de Jeová, anunciou que as democracias venceriam a Segunda Guerra Mundial e que seria estabelecida uma organização das Nações Unidas.* Esse alerta foi referente a eventos que ocorreram infalivelmente três anos depois.” 

* Folheto Paz – Pode Durar?, págs. 21, 22.

A revista diz simplesmente que a liderança da organização, “guiada pelo espírito infalível de Jeová”, ou seja, a inspiração profética, tinha anunciado uma profecia verdadeira, prevendo que as democracias se sairiam vitoriosas na Segunda Guerra Mundial, apesar do fato de não terem se arriscado a dizer qual dos dois "reis" se sairia vitorioso na guerra, e ainda terem afirmado que o totalitarismo é que dominaria a terra!

Finalizamos este artigo com a pergunta que é o tema dele: Se, apesar de toda a evidência do tipo apresentado aqui, uma organização como a Torre de Vigia não deve de maneira alguma ser classificada como um falso profeta, então quem hoje seria merecedor dessa classificação? Será que existe algum falso profeta hoje na terra? 

 

APÊNDICE 

Outras Referências nas Publicações da Torre de Vigia 

“As Testemunhas de Jeová, devido ao seu anseio pela segunda vinda de Jesus, sugeriram datas que se mostraram incorretas. Por isso, há quem as chame de falsos profetas. No entanto, nunca nesses casos presumiram que suas predições eram feitas ‘no nome de Jeová’. Nunca disseram: ‘Estas são as palavras de Jeová.’... Os irmãos que preparam essas publicações não são infalíveis. Seus escritos não são inspirados assim como eram os de Paulo e dos outros escritores bíblicos.” (Revista Despertai! de 22 de março de 1993.)

Inspiração: “A qualidade ou o estado de ser movido, ou produzido, sob a direção de um espírito originário de uma fonte sobre-humana.” (Enciclopédia Estudo Perspicaz das Escrituras)

 

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1 – Livro Vindicação (em inglês), Volume 3 (1932), pág. 250: 

Estes anjos são invisíveis ao olhos humanos e estão ali para executar as ordens do Senhor. Sem dúvida, eles ouvem primeiro a instrução que o Senhor dirige ao seu restante e depois estes mensageiros invisíveis transmitem essas instruções para o restante. Os fatos mostram que os anjos do Senhor que estão com ele no seu templo têm prestado assim serviço ao restante desde 1919. 

2 – Livro Preparação (em inglês), 1933, págs. 28, 36 e 37: 

Isto é prova de que a interpretação da profecia não procede do homem, mas que o Senhor Jesus, o responsável da organização de Jeová, envia a informação necessária para o seu povo por meio de, e através dos seus santos anjos. 

Certas tarefas e interesses do Reino foram confiados pelo Senhor aos seus anjos, inclusive a transmissão de informação para o povo ungido de Deus na Terra, para sua ajuda e conforto. Embora não possamos compreender como os anjos transmitem esta informação, sabemos que eles o fazem; e as Escrituras e os fatos mostram que isto é feito.

3 – Livro Riquezas, (1936) págs. 7, 343: 

Desejais dedicar o tempo necessário para considerar sinceramente o conteúdo deste livro [Riquezas, escrito por Rutherford]? Sendo assim, obtereis o conhecimento que vos trará verdadeira paz ao entendimento; pois o conteúdo deste livro não é opinião de um homem, e sim a verdade que promana da Palavra de Deus. 

... Nas últimas páginas deste livro encontrareis uma lista dessas publicações [livro e folhetos escritos por Rutherford] que vos ajudarão a encontrar na Bíblia os textos que desejais conhecer, e que respondem as vossas perguntas. Supri-vos dessas publicações e estudai-as juntamente com a Bíblia. Essas publicações não contêm opinião de algum homem.

4 – Revista A Sentinela de 15 de abril de 1955 (em inglês), pág. 252: 

A humildade também nos impedirá de tentarmos caminhar sozinhos, pensando tolamente que Jeová revelou pessoalmente a nós o caminho do favor e das bênçãos. A dádiva do conhecimento a respeito de seus grandes propósitos chegou até nós por meio da organização “escravo” que ele se agradou de honrar de forma tão maravilhosa (Mat. 24:45-47), e só podemos prosseguir alegremente em fazer brilhar a luz da verdade se fizermos humildemente nossa parte com o povo para o seu nome, reunindo-nos diligentemente com eles e derivando de seu companheirismo a coragem e o destemor na pregação que tornou as Testemunhas de Jeová tão notáveis neste velho mundo.

5 – Revista A Sentinela de 15 de junho de 1957 (em inglês), pág. 370: 

É vital que apreciemos este fato e atendamos à direção do “escravo” como atenderíamos à voz de Deus, porque é provisão dele.

6 – Revista A Sentinela de 15 de janeiro de 1959 (em inglês), págs. 40, 41: 

Quem Deus usou realmente como seu profeta?... As Testemunhas de Jeová estão profundamente gratas hoje pelos fatos simples mostrarem que Deus se agradou em usá-las... Foi porque Jeová estendeu sua mão de poder e tocou nos lábios delas e colocou as suas palavras nas bocas delas. 

7 – Revista A Sentinela de 1º de outubro de 1959 (em inglês), págs. 601, 602: 

O anúncio na revista A Sentinela de 15 de outubro de 1932 [em inglês], no fim das 2.300 noitinhas e manhãs, foi a notificação oficial feita por Jeová por meio do seu canal visível de comunicação de que o seu santuário de "pedras vivas" ungidas tinha sido purificado, vindicado e justificado. 

8 – Revista A Sentinela de 1° de setembro de 1962 (em inglês), pág. 524: 

Jeová usa sua organização para ensinar e alimentar seu povo. (Mat. 24:45-47) Assim acredite sem suspeitar na verdade anunciada pelo “escravo fiel e discreto”. (Mat. 24:45; 1 Cor. 13:7)

9 – Revista A Sentinela de 15 de dezembro de 1964, pág. 749: 

Assim como Jeová revelou suas verdades por meio da congregação cristã do primeiro século, assim também ele o faz, atualmente, por meio da atual congregação cristã. Por meio desta agência, faz com que se cumpra o profetizar em escala intensificada e sem paralelo. Toda esta atividade não é feita por acaso. Jeová é quem está por trás dela. A abundância de alimento espiritual e dos surpreendentes pormenores dos propósitos de Jeová que têm sido revelados às testemunhas ungidas de Jeová, são evidência clara de que são as mencionadas por Jesus, quando ele predisse a classe do “escravo fiel e discreto” que seria usada para dispensar as revelações progressivas de Deus, nestes últimos dias. Sobre esta classe, disse Jesus: “Deveras eu vos digo: ele o designará sobre todos os seus bens.”

O espírito santo de Jeová obra poderosamente na atualidade! Quão gratos devemos ser pela provisão que Deus tem feito, desta classe do escravo, o moderno restante espiritual, ao dispensar ele fielmente as verdades reveladas de Jeová!  

10 – Revista A Sentinela de de abril de 1965, pág. 217: 

“Diferente das profecias ou predições dos homens, que no máximo são apenas palpites instruídos, as profecias de Jeová procedem da mente Daquele que criou o universo, Daquele bastante poderoso para orientar o decorrer dos eventos a fim de cumprir sua palavra. As profecias de Jeová se acham na sua Palavra, a Bíblia, disponíveis a todas as pessoas. Todos têm oportunidade, se desejarem, de dar ouvidos e sinceramente procurarem entender a elas. Os que não sabem ler podem ouvir, pois Deus tem atualmente na terra uma organização profética, assim como teve nos dias da primitiva congregação cristã. (Atos 16:4, 5) Designa estes cristãos como seu “escravo fiel e discreto”. (Mat. 24:45-47) Este grupo escravo recebe a ordem estrita: “Não trateis com desprezo o profetizar” (1 Tes. 5:20). Isto tem sido demonstrado pelas testemunhas ungidas de Jeová na terra.”

11 – Revistas A Sentinela de 15 de setembro de 1972, pág. 573 e 1º de outubro de 1972, páginas 581 e 584:

Portanto, quando chegou o tempo para o nome de Jeová e seus propósitos serem declarados ao povo, junto com a advertência de Deus, de que a cristandade se encontrava no seu “tempo do fim,” quem estava habilitado para ser comissionado? Quem estava disposto a empreender esta tarefa gigantesca como “servo” de Jeová? Existia alguém a quem o “carro” celestial de Jeová se podia dirigir e parar na frente dele? De modo mais preciso, havia qualquer grupo ao qual Jeová estaria disposto a dar a comissão de falar como “profeta” em Seu nome, assim como se fez para com Ezequiel, lá em 613 A. E. C.? Que qualificações tinha de ter?

...

Um terceiro modo de se chegar a conhecer a Jeová Deus é por meio de seus representantes. Nos tempos antigos, ele enviava profetas como seus mensageiros especiais. Ao passo que estes homens prediziam coisas futuras, também serviam as pessoas por falar-lhes sobre a vontade de Deus para elas, naquele tempo, amiúde também advertindo-as contra perigos e calamidades. As pessoas hoje podem ver as obras criativas. Têm em mãos a Bíblia, mas ela é pouco lida ou compreendida. Portanto, tem Deus algum profeta para ajudá-las, para adverti-las dos perigos e para declarar-lhes coisas futuras? 

IDENTIFICAÇÃO DO “PROFETA” 

A estas perguntas pode-se responder na afirmativa. Quem é este profeta?... 

Este “profeta” não era um só homem, mas um grupo de homens e mulheres. Era o grupo pequeno dos seguidores das pisadas de Jesus Cristo, conhecidos naquele tempo como Estudantes Internacionais da Bíblia. Hoje são conhecidos como testemunhas cristãs de Jeová. Ainda proclamam um aviso, e nesta sua obra comissionada juntam-se a eles e ajudam-lhes centenas de milhares de pessoas que escutaram a sua mensagem, crendo nela.

O rolo foi sem dúvida entregue a Ezequiel pela mão de um dos querubins da visão. Isto indicaria que as testemunhas de Jeová fazem hoje a sua proclamação das boas novas do Reino sob direção e apoio angélicos. (Rev. 14:6, 7; Mat. 25:31, 32) E visto que nenhuma palavra ou obra de Jeová pode fracassar, por ele ser o Deus Todo-poderoso, as nações verão o cumprimento daquilo que estas testemunhas dizem segundo são orientadas desde o céu.  

12 – Livro “As Nações Terão de Saber que Eu Sou Jeová” – Como?, 1973, páginas 57, 58, 62 e 66 (parágrafos 16, 17, 24 e 33): 

Certamente, pois, lá no ano de após-guerra de 1919, não havia ninguém entre os elementos religiosos, culpados da guerra, do judaísmo e da cristandade, que estivesse habilitado para ser comissionado como o equivalente moderno ou o antítipo de Ezequiel. Não havia então ninguém a quem Jeová pudesse suscitar para servir dum modo correspondente àquele antigo exilado em Babilônia? A quem podia o verdadeiro “carro” da organização de Jeová dirigir-se e confrontar, para que Ele pudesse dar a tal habilitado a comissão de falar como profeta em nome de Jeová? Ora, havia um grupo, cujos membros haviam sofrido perseguição religiosa durante a Primeira Guerra Mundial às mãos de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, e cujos membros, de fato, haviam saído das organizações religiosas de Babilônia, a Grande... Quem eram eles? 

O “EZEQUIEL” HODIERNO 

Eram um pequeno grupo minoritário de homens e mulheres que se dedicaram a Jeová como Deus por seguirem as pisadas de Seu Filho Jesus Cristo... 

Mas, por que se trazem todos estes fatos da história à nossa atenção? É para mostrar o cumprimento da profecia. Jeová achou e comissionou seu “Ezequiel” hodierno. Trata-se dum Ezequiel composto. Compõe-se dos proclamadores dedicados e batizados do reino de Deus, que foram ungidos pelo Seu espírito para fazerem a sua obra. (Isaías 61:1-3) É evidente que, no ano de 1919, a organização celestial invisível de Jeová, igual ao carro celeste visto na visão de Ezequiel, chegou e parou, não diante dos da cristandade, que defendiam a Liga das Nações, mas perante os proclamadores ungidos do reino celestial de Deus, nas mãos de Jesus Cristo. Jeová, de cima desta organização celestial semelhante a um carro, comissionou os desta classe dedicada, batizada e ungida de servos para falarem a todas as nações em Seu nome. Assim, iguais a Ezequiel, tornaram-se testemunhas de Jeová.

Do mesmo modo, a moderna classe de Ezequiel foi enviada numa missão provadora a pessoas religiosas do mesmo tipo como as dos dias de Ezequiel. Mas não importa como a cristandade considera ou encara este grupo de testemunhas ungidas de Jeová, terá de vir o tempo, e isto em breve, quando os que compõem a cristandade saberão que houve realmente um “profeta” de Jeová entre eles.

13 – Revista A Sentinela, de de janeiro de 1974, página 18: 

A direção do espírito de Deus habilita os servos de Jeová a ter luz divina num mundo de trevas espirituais. (2 Cor. 4:4) Por exemplo, há muito tempo atrás, entenderam que 1914 E. C. assinalaria o fim dos Tempos dos Gentios ou “tempos designados das nações”, durante os quais se permitiu às nações gentias exercer o governo ininterrupto da terra. (Luc. 21:24) Este período de 2.520 anos começou com a destruição de Jerusalém e de seu templo pelos babilônios, no fim do sétimo século A. E. C. Por exemplo, a Torre de Vigia de Sião, de março de 1880, havia declarado: “‘Os Tempos dos Gentios’ estendem-se até 1914 e o reino celestial só então terá pleno domínio.” Apenas Deus, por seu espírito santo, podia ter revelado isso àqueles primitivos estudantes da Bíblia com tanta antecedência.  

14 – Livro Espírito Santo — A Força por Detrás da Vindoura Nova Ordem! (1976), pág. 148:

O espírito santo, sobre o qual Jeová profetizou que o derramaria nos últimos dias, não deixou de operar, pois o restante ainda está batizando discípulos de Cristo no nome desse espírito. (Mateus 28:19, 20; Joel 2:28, 29; Atos 2:14-21) O propósito anunciado deste derramamento de seu espírito por Deus, sobre toda sorte de carne, é que aqueles que o recebessem pudessem profetizar. Os fatos confirmam que os do restante dos discípulos ungidos de Cristo têm profetizado a todas as nações, em testemunho a favor do reino de Deus. Portanto, é lógico que eles devem ser aqueles sobre quem realmente foi derramado o espírito de Deus. Este espírito está por detrás de sua pregação mundial. Por que disputar isso?

15 – Anuário das Testemunhas de Jeová de 1976, página 37: 

Em 1877, Barbour e Russell editaram conjuntamente Three Worlds, and the Harvest of This World (Três Mundos, e a Colheita Deste Mundo). Este livro de 196 páginas combinava informações sobre a Restituição com profecias bíblicas sobre o tempo. Apresentava o conceito de que a presença invisível de Jesus Cristo e um período de quarenta anos, iniciando com uma colheita de três anos e meio, datavam do outono setentrional de 1874. 

Mui digna de nota foi a surpreendente exatidão com que tal livro apontou para o fim dos Tempos dos Gentios, “os tempos designados das nações”. (Luc. 21:24) Mostrava (nas páginas 83 e 189) que este período de 2.520 anos, durante o qual as nações gentias ou não-judaicas regeriam a terra, sem interferência de qualquer reino de Deus, começou com a derrubada babilônica do reino de Judá, em fins do sétimo século A. E. C., e terminaria em 1914 E.C. Até mesmo antes disso, contudo, C. T. Russell escreveu um artigo intitulado “Tempos dos Gentios: Quando Terminam?” Foi publicado no Bible Examiner de outubro de 1876, e nele Russell disse: “Os sete tempos terminarão em 1914 A. D.” Vinculara corretamente os Tempos dos Gentios com os “sete tempos” mencionados no livro de Daniel. (Dan. 4:16, 23, 25, 32) Comprovando tais cálculos, 1914 deveras marcou o fim desses tempos e o nascimento do reino de Deus no céu, tendo a Cristo Jesus como rei. Pense só nisso! Jeová concedeu tal conhecimento a Seu povo cerca de quatro décadas antes de tais tempos expirarem. 

16 – Revista A Sentinela de 15 de julho de 1977, pág. 425: 

As testemunhas cristãs de Jeová, já por anos, têm sido muito ativas em falar a outros sobre o que a Bíblia diz a respeito dos vindouros eventos inevitáveis. Como que dos “altos das casas”, os do povo de Deus têm proclamado a todo o mundo o que Jeová tem revelado sobre a vindoura “grande tribulação”, que culminará na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no lugar “que em hebraico se chama Har-Magedon”.

17 – Revista A Sentinela de 15 de junho de 1981, pág. 27: 

O profeta Isaías e sua “descendência” natural já desapareceram há muito da cenário terrestre. No entanto, Jesus Cristo, o Isaías Maior, continua vivendo como imortal à mão direita de Deus, nos céus. O espírito de Jeová opera nele poderosamente. (Isa. 61:1-3; Luc. 4:16-21) Também lhe foram postas na boca as “palavras” de Jeová, para que as proclamasse especialmente em toda a terra. Neste respeito, ele pôs essas palavras na boca da “descendência” espiritual que Jeová lhe deu. Isto tem resultado na pregação das boas novas do reino estabelecido de Deus, em todo o mundo. — Mat. 24:14. 

18 – Revista A Sentinela de 1º de maio de 1983, págs. 26, 27: 

É por causa de tais pessoas de coração reto que Jeová, com consideração, suscitou seu “profeta para as nações”. Jeová fez isso durante este “tempo do fim”, desde o fim da Primeira Guerra Mundial em 11 de novembro de 1918... 

Em prol de tais pessoas, que no coração buscam antes o governo de Deus do que o governo do homem, o “profeta” suscitado por Jeová não tem sido um único homem, como no caso de Jeremias, mas uma classe. Os membros desta classe, iguais ao profeta-sacerdote Jeremias, estão plenamente dedicados a Jeová Deus, por meio de Cristo, e, pela geração pelo espírito santo de Jeová, foram tornados parte duma “raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial”. 

19 – Revista A Sentinela de 15 de novembro de 1984, págs. 5-7: 

Se Jesus usou a palavra “geração” nesse sentido e se a aplicarmos a 1914, então os bebês daquela geração têm agora 70 anos ou mais. E outros que estavam vivos em 1914 estão com seus 80 ou 90 anos, sendo que uns poucos já atingiram a idade de cem anos. Ainda há muitos milhões dessa geração vivos. Alguns deles ‘de modo algum passarão até que todas estas coisas ocorram’... Do ponto de vista puramente humano poderia parecer quase impossível que tudo isso ocorresse antes da extinção da geração de 1914. Mas, o cumprimento de todos os eventos preditos que afetam a geração de 1914 não depende da ação humana, relativamente vagarosa. A palavra profética de Jeová mediante Cristo Jesus diz: ”Esta geração [de 1914] de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram.” (Lucas 21:32) E Jeová, que é a fonte de profecias inspiradas e infalíveis, fará com que as palavras de seu Filho se cumpram num prazo de tempo relativamente curto. 

20 – Revista A Sentinela de 1º de janeiro de 1986, pág. 30: 

Se o reconhecermos plenamente como Grandioso Instrutor, não poremos em dúvida nem criticaremos os métodos de instrução que a classe do “escravo fiel e discreto” que Jeová usa atualmente. Em vez disso, apoiaremos as ações disciplinares que às vezes são necessárias no processo de instrução, e ao mesmo tempo tentaremos derivar o máximo de benefício possível das excelentes publicações para o ensino que a organização visível de Deus provê.

21 – Revista Despertai! de 8 de junho de 1986, pág. 9: 

The New American Bible declara de forma correta: “Profeta significa ‘alguém que fala por outrem’, especialmente a mando de Deus. Não significa necessariamente que prediga o futuro!”... Estará interessado em saber que Deus tem na Terra um povo, dentro do qual todos são profetas, ou testemunhas a favor de Deus. Com efeito, são conhecidos em todo o mundo como Testemunhas de Jeová. 

22 – Revista A Sentinela de 15 de março de 1992, pág. 22: 

Aumentaremos também o nosso regozijo se, com oração e diligência, estudarmos a inspirada Palavra de Deus e publicações cristãs preparadas sob a direção do espírito.

23 – Livro Testemunhas de Jeová – Proclamadores do Reino de Deus (1993), págs. 626-627: 

As Testemunhas de Jeová hoje reconhecem que a revista A Sentinela e outras publicações do gênero são as que o escravo fiel e discreto usa para distribuir alimento espiritual. Elas não afirmam que essa classe-escravo seja infalível, mas deveras a encaram como único canal que o Senhor está usando nos últimos dias deste sistema de coisas.

24 – Revista A Sentinela de 1º de outubro de 1994, pág. 8: 

Assim como as profecias bíblicas apontavam para o Messias, elas também nos encaminham ao unido corpo de cristãos ungidos, das Testemunhas de Jeová, que serve atualmente qual escravo fiel e discreto. Este nos ajuda a entender a Palavra de Deus. Todos os que desejam entender a Bíblia devem reconhecer que a “grandemente diversificada sabedoria de Deus” só pode ser conhecida através do canal de comunicação de Jeová, o escravo fiel e discreto.

25 – Revista A Sentinela de 1º de novembro de 1995, pág. 20: 

Será que nosso ponto de vista mais preciso sobre “esta geração” significa que o Armagedom está ainda mais longe do que pensávamos? De forma alguma! Embora nunca soubéssemos ‘o dia e a hora’, Jeová Deus sempre os soube, e ele não muda. (Malaquias 3:6) É óbvio que o mundo está afundando cada vez mais para acabar em ruína. A necessidade de nos mantermos despertos é agora mais crítica do que nunca. Jeová nos revelou “as coisas que têm de ocorrer em breve”, e nós devemos corresponder a isso com um pleno senso de urgência.

26 – Revista A Sentinela de 1º de junho de 1997, pág. 14: 

A modéstia por parte da classe do escravo fiel e discreto, comissionada para fornecer à família cristã o alimento no tempo apropriado, impede-a de se adiantar presunçosamente e fazer afirmações muito especulativas sobre coisas que ainda não estão claras. A classe do escravo se esforça a não ser dogmática. Não é orgulhosa demais para admitir que não sabe agora responder a todas as perguntas, tendo bem em mente Provérbios 4:18. Mas como é emocionante saber que Jeová, ao seu próprio tempo e do seu próprio modo, continuará a revelar seus segredos quanto aos seus propósitos! Nunca devemos ficar impacientes com a maneira de Jeová fazer as coisas, tentando imprudentemente correr na frente do Revelador de segredos. Como nos faz sentir seguros saber que o instrumento que Jeová usa hoje em dia não age assim! Esse instrumento é tanto fiel como discreto.

27 – Revista A Sentinela de 1º de outubro de 1999, pág. 5: 

Por outro lado, se não compreendermos plenamente certos textos bíblicos, ou explicações fornecidas nas publicações da Torre de Vigia, será que temos motivos para ficar impacientes? O proceder sábio é aguardar o tempo determinado para Jeová esclarecer os assuntos. “Pois o Soberano Senhor Jeová não fará coisa alguma sem ter revelado seu assunto confidencial aos seus servos, os profetas.” (Amós 3:7) Que promessa maravilhosa! Mas, temos de dar-nos conta de que Jeová revela seus assuntos confidenciais no tempo que ele acha aconselhável. Para este fim, Deus tem autorizado um “escravo fiel e discreto” a dar ao povo dele “o seu alimento [espiritual] no tempo apropriado”. (Mateus 24:45) Por isso, não há motivo para ficarmos demasiadamente preocupados, ou mesmo agitados, por certos assuntos não terem sido plenamente explicados. Antes, podemos confiar que, se esperarmos pacientemente por Jeová, ele fornecerá o que for necessário “no tempo apropriado” por meio do escravo fiel.

28 – Revista A Sentinela de 1º de outubro de 2000, pág. 15: 

O salmista exclamou com admiração reverente: “Quão grandes são os teus trabalhos, ó Jeová! Muito profundos são os teus pensamentos.” (Salmo 92:5) O apóstolo Paulo falou das “coisas profundas de Deus”, dos pensamentos profundos que Jeová revela ao seu povo “por intermédio de seu espírito” que atua sobre a classe do escravo fiel e discreto. (1 Coríntios 2:10; Mateus 24:45) A classe do escravo providencia diligentemente nutrição espiritual a todos — “leite” para os novos, mas “alimento sólido” para as “pessoas maduras”.

29 – Revista A Sentinela de 1º de agosto de 2001, pág. 14: 

Primeiro, visto que se deve manter a “unidade”, o cristão maduro tem de estar em união e em plena harmonia com concrentes no que se refere à fé e ao conhecimento. Ele não promove opiniões pessoais, nem insiste nelas, nem nutre idéias próprias referentes ao entendimento da Bíblia. Antes, tem plena confiança na verdade conforme revelada por Jeová Deus por meio do seu Filho, Jesus Cristo, e do “escravo fiel e discreto”. Por assimilarmos regularmente o alimento espiritual fornecido “no tempo apropriado” — por meio de publicações cristãs, reuniões, assembléias e congressos — podemos ter a certeza de mantermos com concristãos a “unidade” na fé e no conhecimento.

30 – Revista A Sentinela de 15 de março de 2002, pág. 14: 

Assim como no primeiro século, um pequeno grupo de homens habilitados dentre os superintendentes ungidos serve agora como Corpo Governante, representando o composto escravo fiel e discreto. Nosso Líder usa este Corpo Governante para designar homens habilitados — quer dos ungidos pelo espírito, quer não — como anciãos nas congregações locais. Neste respeito, o espírito santo, o qual Jeová autorizou Jesus a usar, desempenha um papel decisivo.

31 – Revista A Sentinela de 1º de agosto de 2004, pág. 10: 

No seu devido tempo, e por meio de seu canal de comunicação escolhido, Jeová tem revelado aos humildes alguns detalhes a respeito da realização de seu propósito. Essas coisas gloriosas permanecem ocultas dos que confiam orgulhosamente no conhecimento e raciocínio humanos, ou que a eles se apegam obstinadamente.

32 – Revista A Sentinela de 15 de fevereiro de 2009, pág. 27: 

Se Jeová e Jesus Cristo confiam plenamente no escravo fiel e discreto, não devemos nós também confiar?

33 – Revista A Sentinela de 15 de julho de 2010, pág. 23: 

Em nossos dias, quando chega o tempo para esclarecer certo assunto espiritual, o espírito santo ajuda homens de responsabilidade, que representam o “escravo fiel e discreto” na sede mundial, a discernir verdades profundas não entendidas antes. (Mat. 24:45; 1 Cor. 2:13) O Corpo Governante como um todo analisa possíveis ajustes numa explicação. (Atos 15:6) As suas conclusões são publicadas em benefício de todos.

34 – Revista A Sentinela de 15 de setembro de 2010, pág. 13: 

Também hoje, um Corpo Governante composto de cristãos ungidos por espírito contribui para a união da congregação mundial. O Corpo Governante produz publicações espiritualmente animadoras em muitas línguas. Esse alimento espiritual baseia-se na Palavra de Deus. Portanto, o ensino não é de homens, mas de Jeová.

35 – Revista A Sentinela de 15 de setembro de 2010, pág. 23: 

Neste tempo do fim, Cristo confiou “todos os seus bens” — todos os interesses terrestres do Reino — a seu “escravo fiel e discreto”, representado pelo Corpo Governante, um grupo de homens cristãos ungidos. (Mat. 24:45-47) Os ungidos e seus companheiros das outras ovelhas reconhecem que, por seguirem a direção do atual Corpo Governante, estão na realidade seguindo seu Líder, Cristo.